A Comunicação Interna precisa deixar de

Área Funcional para ser Área Estratégica

Quando escolhemos o mundo da Comunicação Corporativa para trabalhar, seja a interna, externa, institucional etc.. além das nossas qualificações técnicas e comportamentais, normalmente carregamos na mochila os valores, a missão e as práticas da empresa que estamos atuando.

 

É compreensível sermos contagiados pela marca que atuamos e também termos orgulho dela. Seja pelos seus produtos, serviços, valores, equipe de trabalho, simbolismo de mercado etc.

 

Não somente os comunicadores têm este sentimento contagiado. Quando acompanhamos as pesquisas de clima organizacional nas empresas, invariavelmente, os itens: de orgulho, pertencimento, fazer a carreira aqui, são os mais bem pontuados. Sempre estão no topo.

 

Mas o que me fez escrever este artigo (que pretende ser ampliado) é justamente uma dúvida sobre o papel do comunicador e da área de Comunicação nas organizações:

 

“O quanto nós comunicadores conseguimos “captar” este sentimento de orgulho dos colaboradores e da marca e “levamos para dentro da empresa” ?

 

“Como usamos este valor significativo para permear os diálogos internos, as pautas, os meios de comunicação, os eventos internos, para potencializar as trocas de experiências, o desenvolvimento das equipes, da liderança e da turma toda ?     

 

Talvez estejam aí o começo das respostas para que a área de Comunicação Interna deixe de ser vista como uma área funcional, “que faz comunicados”, “campanhas motivacionais”, “eventos de aniversários”, “entregadora de brindes” para ser entendida como uma área estratégica, que desenvolve e apoia competências, processos, conteúdo para a manutenção da competitividade das empresas, da liderança e do clima organizacional.

 

Às vezes acho que as áreas de Comunicação ainda estão atuando numa versão analógica, enquanto o mundo está surfando no digital.

 

E eu vou caminhando com as reflexões...

Abraços,

Fábio Di Renzo 

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